O teu aniversário.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Bons momentos
Do que gosto mais na minha melhor amiga, é da compreensão dela.
De ela perceber bem que sou crescida, adulta, e se lembrar que eu preciso às vezes de ser criança.
terça-feira, 22 de junho de 2010
O mais difícil
O mais difícil quando penso em ti é tentar imaginar-te a sorrir. Nunca o fizeste, lembras-te? É uma coisa que sempre me ficou gravada. Nunca te vi a sorrir. Como é que será que fica a tua cara a rir? Como é que é possível em tantos anos tu nunca teres sorrido? Como é que é possível que eu em tantos anos também só tenha sorrido poucas vezes. Tudo o que vejo quando penso em ti são os teus olhos azuis, tão claros como o céu, num dia de verão. O azul mais claro que alguma vi. Os teus olhos. Os mais assustadores de todos. Eu via nos teus olhos as lágrimas dos nossos dias.
Às vezes
Lembro-me que apesar de teres despedaçado tudo à minha volta e de teres enchido as minhas noites de pesadelos, também foste tu que me deste a melhor companhia da minha vida. A única coisa que me faz muito feliz. Acho que realmente nunca imaginaste até que ponto me fizeste feliz, ao dares-me outro coração, outra alma, outra respiração, para me acompanhar na vida. Um cavalo. E eu amo-o. Amo-o desde o primeiro dia e sei que vou amá-lo até ao último dia. Apesar de para ti não ter significado nada, para mim significou o mundo. E essa é talvez a maior tristeza que tenho. Ter sido a única coisa que me ofereceste. Tantos aniversários sem serem festejados, tantos Natais em que fiquei a olhar para os outros. Tantos dias. Em que nunca me ofereceste nada. Nada de nada. E foste logo, naquele dia, oferecer-mo. Teres-me dado a minha maior felicidade. Logo tu. Preferia que tivesse sido outra pessoa qualquer. Nunca tu. Não tu. Porque depois passo dias como este dia e olho-lhe para os olhos e vejo-te a ti. E galopamos juntos e eu oiço a tua voz. E saltamos obstáculos e eu sinto o coração a tremer por me lembrar de todas aquelas noites sem fim. E ganhamos concursos e sei que tu nunca os irias aplaudir. E pergunto-me como estarás hoje. Dizem que falas de mim todos os dias. Eu não falo de ti. Já não falo muito de ti. Mas penso em ti, todos os dias. E continuo a achar que se calhar eu poderia ter sido melhor. Poderia ter feito alguma coisa que te fizesse seres diferente. Continuo a perguntar-me o que terá faltado, o que é que nunca tentei, o que é que nunca consegui. E vou continuar a fazer isso, enquanto tu continuares na minha memória.





